O Denali National Park & Preserve fica em caminho e resolvi parar para ir ver o monte McKinley, o mais alto da América do Norte.
Foram perto de onze horas de viagem que até foram interessantes. Deu para ver alguns animais mas quase todos bastante longe.
Nalguns pontos a paisagem também era espectacular.
No centro Eielson já se poderia ver o monte Mckinley mas como será costume ele estava coberto de nuvens. Havia lá uma estatística dizendo que nem 20 por cento dos dias no ano era possível ver o monte completamente livre de nuvens, quase sempre estava meio ou totalmente encoberto. Tive a pouca sorte de estar encoberto.
Continuei para Anchorage. A estrada passa por sítios bem interessantes.
Ao chegar a Cantwell meti pela estrada nº. 8 pois um casal tinha-me dito que o percurso era muito bonito, apesar de a estrada ser de gravilha e eles acharem que era má. Realmente aqueles cerca de vinte quilómetros que fiz passavam por um vale muito bonito. Resolvi voltar atrás porque a estrada levava-me para muito longe do meu destino.
Em Anchorage os parques de campismo são só para caravanas e os motéis são muito caros. Resolvi ir seguindo para Homer, a cidade lá mais para sul.Também neste trajecto a estrada segue ao longo de paisagens fantásticas. Primeiro ao longo do mar, mas nesta zona o vento de frente era terrível,
e depois pelo interior de um vale muito aberto e verde.
Perto de Homer começou a chuviscar. Tinham-me dito que a cidade não era nada de especial mas que depois de atravessar uma colina se via a cidade ao fundo e era de perder a respiração. Infelizmente fiquei na mesma quando cheguei ao miradouro. A chuva tinha aumentado e não se via quase nada.
Dei uma volta pela cidade e continuei até ao fim da estrada numa pequena ponta de terra que ia mar dentro.
Resolvi voltar para norte onde a chuva não seria tanta e procurar um parque de campismo ou um motel mais barato do que aqueles que vi em Homer.
Depois de bastantes quilómetros a chuva parou e fiquei em Sterling num parque de campismo jeitoso e barato. Por azar quando estava a montar a tenda começou a chover.
De manhã o tempo já estava bom e até havia algum sol.
O vento que no dia anterior me tinha arrasado de frente estava agora a meu favor, pelo menos em muitos lugares.
Parei duas vezes para tirar umas fotos aos muitos pescadores que estavam no seu desporto ao longo dos rios. Deve ser uma actividade salutar pois havia muitos mesmo.
Passei Anchorage e segui pela estrada nº. 1 em direcção a este. Todo o trajecto tem sido uma maravilha. Em Manatuska havia um glaciar que dava para ver da estrada. Espectáculo.
A estrada passa por sítios espectaculares. Alguns vales têm montanhas com neve nos cumes. Há mesmo um glaciar, Worthington, quase junto da estrada.
Quase a chegar a Valdez a chuva fez a sua aparição, não era muita mas contínua. Em Valdez ainda procurei onde ficar mas os lugares mais baratos estavam esgotados. Mais uma vez não quis acampar à chuva e decidi voltar para norte.
Segui em direcção a Fairbanks com a ideia de aí trocar o pneu de trás que já está quase a chegar ao fim.
Ao chegar ao desvio para Tok tive de parar para meter gasolina e olhando para o pneu pensei que daria para chegar a Whitehorse, no Canadá, e aí tratar de tudo. Assim não teria de andar para trás. Quando cheguei a Tok seriam oito da tarde.
As paisagens são espectaculares ao longo das estradas. Apesar de as altitudes não serem elevadas ainda se vê neve nalguns cumes das montanhas.
Penso que tenho tido sorte com o tempo e só espero que continue assim durante a travessia para a costa leste dos estados Unidos.
Ainda serão uns milhares de quilómetros e muitas curvas pelo caminho.
Tok, N 63º 20,111’ W 142º 57,984